Asterisk é um framework de comunicação em tempo real open-source mantido pela Sangoma desde 2018. Originalmente criado por Mark Spencer em 1999, ele virou o motor de PBXs corporativos e operadoras VoIP em todo o mundo — qualquer coisa que você ache que faz “telefonia IP” provavelmente roda Asterisk em algum nível.
O que Asterisk faz
- Comutação SIP/PJSIP/IAX2 — atende ramais e troncos de operadoras.
- Roteamento de chamadas via dialplan declarativo (extensions.conf) ou em código (AGI, ARI).
- Mídia — codecs, transcodificação, gravação, conferência, IVR.
- Aplicações — voicemail, queues (call-center), follow-me, CDR.
Hello world em dialplan
; /etc/asterisk/extensions.conf
[from-internal]
exten => 1000,1,Answer()
same => n,Playback(hello-world)
same => n,Hangup()
Disque 1000 a partir de qualquer ramal SIP registrado e o servidor toca hello-world.gsm. É o exemplo mais curto possível e cobre 80% das primitivas que você usa no dia-a-dia: Answer, Playback, Hangup.
Quando NÃO usar Asterisk
- Quando você precisa só de SBC puro com altíssima escala — Kamailio ou OpenSIPS são mais leves.
- Quando precisa de WebRTC sem SIP no front-end — FreeSWITCH ou Janus tendem a ser melhores.
- Quando o caso de uso é totalmente carrier-grade signaling — operadoras geralmente preferem core de SS7/Diameter.
Para tudo o resto — PBX corporativo, contact center, gateway SIP, bots de voz — Asterisk continua sendo a escolha pragmática.